170 x 330 cm, 2016

Bad

Bad

Dentro de todo ser humano existe um predador. A civilização nos obrigou a conter tal instinto, mas o homem vira e mexe está aniquiliando outros homens, mulheres e crianças novamente, seja com balas ou insultos. Esse conhecimento nos chega todo dia, sobretudo via televisão, aberta ou a cabo, pelos netflix da vida, pelas redes sociais e nos deixa indignados. Sempre fui considerado pelos familiares um vidiota (alusão ao personagem de Peter Sellers em seu filme homônimo). Não posso parar em frente a uma tevê que fico hipnotizado. É meu contraponto para as várias horas do dia empreendidas na edição de conteúdos de arte contemporânea para a revista seLecT, da qual sou diretor de arte e publisher. Na série Bad volto a esmiuçar poeticamente as imagens jornalísticas, as quais  tento despir de tudo o que não seja essencialmente lírico. Ávido de intensidade e tensão, escolho os assuntos que me impactam, seja por fascínio ou por desprezo, o paradoxo do consumo de drogas, que traz prazer mas debilita o corpo e ainda fomenta o crime organizado. O amor não correspondido, quando o desespero pode levar uma pessoa a matar, as consequências do poder de destruição da luta em contraponto com seus códigos de honra e respeito ao próximo. Os discursos apaixonados dos extremistas que se baseiam em suposta honra  para dizimar os oponentes impunemente.

Laranja, 2016, acrílica sobre tela, 180 x 180 cm

Extremamente, 2016, acrílica sobre tela, 180 x 180 cm

Preto no Branco, 2016, acrílica sobre tela, 60 x 80 cm

Faria tudo de novo, 2015, acrílica sobre tela, 400 x 200 cm

A Grande Luta, 2014, aquarela, acrílica e pastel sobre tela, 170 x 120 cm

BJJ In Love II, 2014, aquarela sobre tela, 180 x 180 cm

BJJ In Love I, 2014, aquarela sobre tela, 180 x 180 cm